quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vacina Pneumocócica: exemplo de parceria público-privada na estratégia de preços


Esse trecho que vou comentar foi retirado do mesmo artigo citado a pouco (Moon et al. 2011). Achei interessante a forma da qual foi realizada a negociação, havendo um possível win-win (ganha-ganha) tanto do Brasil, como da indústria farmacêutica em questão.
Como sabemos, vacinas antigas são vendidos a preços baixos, entretanto, as novas e complexas vacinas lançadas a cada ano estão se tornando cada vez mais custosas. Em 2010, uma controvérsia surgiu em torno das vacinas pneumocócicas.

Em 2008, a Organização de Saúde Pan Americana (PAHO) negociava um preço de USD 21,75/dose da vacina conjugada 7-valente da Wyeth. Então em 2010 a GSK lançou uma vacina 10-valente. O preço inicial sugerido pela GSK não agradou ao PAHO, que decidiu então não comercializar a vacina. Em paralelo, o Brasil (que faz parte da PAHO) realizou uma negociação de comercialização por 8 anos da vacina da GSK a um preço de USD 16/dose nos anos iniciais (preço inferior ao mercado internacional), sendo o preço diminuído para USD 7 e adicionalmente, haveria uma transferência tecnológica do processo de produção para a BioManguinhos após esses 8 anos.

Também devemos pensar como os países com menor mercado e menor pólo industrial para uma possível transferência de tecnologia foram afetadas por não terem oportunidade de dar maior acesso à sua população à vacina. Mas fica aqui uma estratégia público-privada que aparentemente está sendo bem sucedida. 



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